IDENTIDADE
Por vezes me pergunto quem eu sou!
Mirando o espelho da minha existência me questiono,
Interrogo-me, não obtenho respostas!
O silencio faz-se torpe, inquieto,
Muitas indagações!
Deixei a vida escorrer pelas mãos,
Em direção a obscuros caminhos!
Fartei-me do mel do prazer sem medida,
Sem pudor me embrenhei no desconhecido!
Busquei o ter com proporções egoístas...
Saí à procura do bem estar incomensurável
Quem eu sou? Ou que me tornei?
Lateja-me a fronte como se quisesse dizer!
Quantos acreditaram nos meus conceitos,
Infelizes, rolaram pelas ladeiras sem nenhum proveito!
Incapaz eu sou, moribundo estou!
Criatura imperfeita do Criador perfeito!
Francisco

